14.09.2018

Gestão de riscos e o seu impacto nas organizações

Com o mundo de negócios a crescer a cada dia que passa, o sector corporativo tem igualmente acompanhado esse desenvolvimento e experimentado muitas transformações. A Gestão de Riscos surge nesse contexto, para que de forma eficaz se torne previsível um risco e se estude a melhor forma de colmatá-lo.

 

É bem verdade que as grandes, médias e pequenas empresas de todos os sectores estão sujeitas a influências destes factores, o que as deixam expostas a diversos riscos e incertezas, embora muitas delas não tenham essa preocupação até que sintam os seus valores, produtos e serviços ameaçados.

 

Com uma análise desses riscos, independente do sector no qual actua, é possível evitar crises e proporcionar maior estabilidade no seio da organização. Para tal, é necessária a implementação de estratégias com foco em acções preventivas, evitando perdas materiais e humanas.

 

Só analisando os factores externos e internos é possível fazer a avaliação dos riscos. Após a identificação dos riscos e do seu impacto na organização, é preciso tratá-los, para que diminua a sua influência, o que engloba prevenir, mitigar ou até eliminar.

 

Existe um vasto leque de ferramentas para gerir os riscos, mas as análises SWOT, que é uma das mais utilizadas e completas, actuam como identificadores dos riscos e oportunidades de forma simples e objectiva, levando em consideração o contexto da organização e os factores internos e externos ligados a ela.

 

Esta ferramenta permite ainda a análise do cenário actual e avaliar que medidas devem ser tomadas para tentar lidar com os problemas de forma eficiente, evitando os seus efeitos negativos e minimizando os seus impactos na organização. Mas para que esta ferramenta actue perfeitamente é preciso, em primeiro lugar, analisar o contexto da organização e entender todas as suas necessidades e expectativas.

 

A gestão de riscos permite eliminar ou reduzir a exposição aos riscos. Mas, apesar disso, há riscos que ainda que reduzidos permanecem ou que não se podem reduzir.

 

Nessas circunstâncias interessa transferi-los para uma Seguradora de modo a que, em caso de sinistro, as consequências danosas sejam por ela suportadas permitindo ao empresário continuar a sua actividade sem transtornos maiores.

 

Para o mundo dos seguros a regra não difere. A gestão de riscos deve ser parte integrante das actividades diárias do negócio, pois quando geridos de maneira eficaz habilita todos os níveis de colaboradores da companhia a identificar, analisar, corrigir ou proporcionar ambiente para que os desvios encontrados sejam corrigidos em tempo útil ou reportados aos níveis competentes de maneira que viabilizem as tomadas de decisões dos executivos.

 

Trata-se de um processo contínuo, adaptável em função da evolução e enquadramento da empresa no seu meio envolvente, e apresenta como principais resultados a avaliação integrada do risco na empresa e um amadurecimento da sua cultura de risco.

 

Uma boa prática de gestão de riscos, associada a uma forte cultura de controlo, monitoramento e canais competentes e adequados de comunicação, levam à identificação de oportunidades para a melhoria contínua e inovação dos processos. Por isso, esteja sempre atento, pois em negócios investir é bom, mas gerir os riscos é ainda melhor!

 

Engº Rui Jorge Almeida
Administrador da Global Seguros e membro das Comissões Técnicas da ASAN